sexta-feira, 22 de abril de 2016

Aquelas estranhas noites


Ha uns anos atras, quando ainda estava na faculdade, costumava ir bares e botecos em ruas não muito populares em Copacabana e no Centro da Cidade. Locais sombrios e sujos , onde as pessoas estranhas faziam coisas bizarras e por vezes surreais. Eu estava embriagado com ideais artisticas, e eu quera  viver essa vida que via nos filmes do David Lynch, ou conversar com pessoas que parecessem com seres da mente de John Waters ou ver cenas que que lembrassem as andaças lisergicas de William Burroughs. Eu queria viver uma dessas historias. Estava tudo certo para estar lá... bem por um tempo foi. Sabe coletar  informações como um antropólogo  rascunhando a minha primeira grande obra. Mas a historia nunca veio. O tempo passou. E ficar la já não tinha a mesma graça e o brilho rebelde e cult. Eu comecei a sentir que se eu ficasse muito tempo nesses lugares coisas ruins podiam acontecer. Acordei para uma nova vida e deixei esses lugares escuros para tras... Mas uma vez ter encarado esse lugar e vivido para contar, ficasse sempre a sensação que a assim chamada vida normal não passa apenas de uma mascara covarde onde voce esconde aquele selvagem dos esgotos em suas entranhas... e Toda vez que se bebe um cerveja e o cheiro de cigarro bate em sua narinas algo profundamente pertubador berra em você...

Uma viva aos loucos, junks, usados, quebrados e tristes que se esgueiram pelas poças da noite...