Ha uns anos
atras, quando ainda estava na faculdade, costumava ir bares e botecos em ruas
não muito populares em Copacabana e no Centro da Cidade. Locais sombrios e
sujos , onde as pessoas estranhas faziam coisas bizarras e por vezes surreais. Eu
estava embriagado com ideais artisticas, e eu quera viver essa vida que via nos filmes do David
Lynch, ou conversar com pessoas que parecessem com seres da mente de John
Waters ou ver cenas que que lembrassem as andaças lisergicas de William
Burroughs. Eu queria viver uma dessas historias. Estava tudo certo para estar
lá... bem por um tempo foi. Sabe coletar informações como um antropólogo rascunhando a minha primeira grande obra. Mas
a historia nunca veio. O tempo passou. E ficar la já não tinha a mesma graça e
o brilho rebelde e cult. Eu comecei a sentir que se eu ficasse muito tempo
nesses lugares coisas ruins podiam acontecer. Acordei para uma nova vida e
deixei esses lugares escuros para tras... Mas uma vez ter encarado esse lugar e
vivido para contar, ficasse sempre a sensação que a assim chamada vida normal
não passa apenas de uma mascara covarde onde voce esconde aquele selvagem dos
esgotos em suas entranhas... e Toda vez que se bebe um cerveja e o cheiro de
cigarro bate em sua narinas algo profundamente pertubador berra em você...
Uma viva aos
loucos, junks, usados, quebrados e tristes que se esgueiram pelas poças da
noite...
